Domingo, 6 de Abril de 2008

Neuromancer

Um ex-caubói do ciberespaço, outrora capaz de invadir sistemas corporativos a partir de um deck ciberespacial, mas agora incapaz de surfar na rede, devido ao cérebro mutilado como punição por tentar roubar seus patrões. Uma mercenária com óculos implantados cirurgicamente, roupa justa e preta de couro, e lâminas de bisturi retráteis sob as unhas. Inteligências artificiais, algumas não mais espertas que cachorros, outras muito inteligentes, servindo a grandes corporações e aos militares, e vigiadas por uma força policial chamada Turing criada especificamente para impedir que fujam ao controle humano. Case, o hacker, é contratado por um ex-oficial das Forças Especiais para uma missão misteriosa, tendo como pagamento a cura de seu cérebro.
Figura 1: a obra com a qual William Gibson nos apresentou ao ciberespaço.
O livro mais conhecido de William Gibson, Neuromancer, é uma obra-prima da ficção científica. E influenciou fortemente a trilogia Matrix, de detalhes como símbolos escorrendo pela parede à capacidade dos humanos de "plugar" o cérebro à rede de dados, entre outras coisas. Aliás Keanu Reeves também protagonizou Johnny Mnemonic, filme adaptado de uma estória de Gibson.
Figura 2: Adaptação de estória de William Gibson estrelada por Keanu Reeves.
Há referências ao Brasil no livro, assim como a vários outros países. Por exemplo, há um brasileiro que trabalha num bar frequentado por Case; e o computador central de uma das inteligências artificiais é de uma firma francesa no Rio de Janeiro.
Além de Neuromancer, publicado em português pela editora ALEPH, Gibson escreveu outros livros, entre eles Idoru (Editora Conrad do Brasil) e Reconhecimento de Padrões (Editora ALEPH). Seu livro mais recente é Spook Country.

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